O FATF-GAFI, que organiza as regras globais para prevenção à lavagem de dinheiro; o Egmont Group de Unidades de Inteligência Financeira (UIFs), a INTERPOL e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançaram um manual prático com o objetivo de fortalecer a colaboração global contra a lavagem de dinheiro. A colaboração informal, inclusive. A publicação busca fornecer ferramentas essenciais para acelerar investigações e levar mais criminosos à justiça.
A iniciativa responde a uma fraqueza consistentemente apontada nas avaliações do FATF-GAFI: a dificuldade dos países em cooperar de forma eficaz em casos de crimes financeiros transnacionais. O manual propõe um foco maior na cooperação informal, por meio de canais de comunicação seguros, resposta rápida e análise conjunta de inteligência, para complementar os processos formais, que costumam ser mais lentos e complexos.
Para demonstrar o impacto da colaboração, o documento destaca casos reais, como a desarticulação de um esquema de € 95 milhões entre Itália, Espanha e Holanda, e a apreensão de US$ 150 milhões em criptoativos ligados ao narcotráfico em uma ação coordenada entre autoridades dos EUA e da Índia. “Uma ameaça internacional exige uma resposta internacional”, afirmou a presidente do FATF-GAFI, a mexicana Elisa de Anda Madrazo.
O manual é acompanhado por três guias práticos direcionados a unidades de inteligência financeira, autoridades policiais e procuradores. Segundo a diretora executiva do UNODC, Ghada Fathy Ismail Waly, a publicação é um recurso importante na preparação para o Congresso contra o Crime da ONU de 2026, que segunda ela, será uma oportunidade para os Estados-Membros trocarem boas práticas e reforçarem o compromisso de mirar nos lucros de atividades criminosas.
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