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Como a sua Empresa Classifica os Riscos?

Como a sua Empresa Classifica os Riscos

Um dos maiores desafios de governança nas organizações é a definição das premissas de classificação dos riscos. Quando a Cia utiliza uma régua única de impacto para todos os processos, um fenômeno perigoso acontece nas extremidades do mapa de calor: ao utilizar valores ‘medianos’ na definição das faixas de impacto, os processos finalísticos tendem a sobrecarregar o topo da matriz (efeito saturação), haja vista que todos os riscos identificados serão classificados no maior nível de impacto. Por outro lado, ao utilizar valores aderentes ao core business da Cia, os processos de apoio terão seus riscos concentrados na base da matriz (efeito mascaramento).

Para resolver essa distorção e capturar a volatilidade dos riscos no negócio, sem burocratizar a operação e/ou a gestão de riscos, a Cia deve utilizar uma classificação de riscos por processo – vou apelidar essa abordagem de Gestão de Riscos Modelo Sanfona.

O que é o Modelo Sanfona?

O conceito é estratégico e altamente adaptável: significa ter a flexibilidade de abrir a régua para gerenciar os riscos específicos no nível de processo e fechar a régua quando chegar o momento de consolidar as informações para uma visão corporativa.

  • Fechando a Sanfona (Nível de Processo): Cada dono de processo parametriza os eixos de impacto e probabilidade com base na volumetria real. Essa autonomia confere ao gestor precisão técnica para identificar e gerenciar os seus riscos críticos.
  • Abrindo a Sanfona (Nível Corporativo): A área de Riscos consolida todos os riscos em um mapa de calor unificado, considerando as maiores volatilidades de impacto e probabilidade reportadas pelas áreas. Esse modelo assegura a visualização de todos os riscos corporativos, pela Alta Liderança, preservando os riscos mais relevantes ao negócio.

O resultado do Modelo Sanfona

O diferencial do Modelo Sanfona está em dar inteligência e foco à governança. Ele garante que as áreas operacionais saibam exatamente quais riscos devem ser priorizados, o que gera uma gestão muito mais eficiente e, consequentemente, reduz as perdas operacionais.

Na outra ponta, ao consolidar essas informações em uma perspectiva corporativa, torna-se possível compreender a real exposição da companhia aos riscos identificados, possibilitando um acompanhamento dos riscos corporativos de maneira muito mais assertiva, transparente e conectada à tomada de decisão.

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As opiniões contidas nas publicações desta coluna são de responsabilidade exclusiva do Autor, não representando necessariamente a opinião da LEC ou de seus sócios.
Imagem: Canva
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