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RIG em 2025: Os Principais Desafios e Prioridades dos Profissionais de Relações Governamentais

RIG em 2025 Os Principais Desafios e Prioridades dos Profissionais de Relações Governamentais

Mesmo com as diversas agitações no ambiente político e institucional, as bases e foco da atuação dos profissionais de RIG apontadas pela liderança da área neste ano não trazem muitas  diferenças  em relação ao padrão de atuação dos profissionais da área

Abrir e manter o diálogo com os poderes executivo e legislativo segue sendo a atividade primária para os profissionais de RIG que atuam nas empresas. Neste ano, um pouco mais na interlocução com o Planalto (69,1%, um ponto percentual a mais do que no ano passado) do que no Congresso (63%, 1,9 ponto percentual a menos que em 2024).

A formulação de políticas públicas também foi elencada como menos prioritária  por uma parcela dos profissionais das empresas, com uma queda de 4,5 pontos percentuais no índice de respostas na pesquisa do Anuário ORIGEM LATAM em 2025. Dentre as principais prioridades, o “acompanhamento da pauta legislativa” foi o único item que teve aumento relevante para as lideranças de RIG nas empresas, saltando de 43,8% para 50% nesta edição.

Já pelo lado das consultorias, as prioridades se invertem. A interlocução com o Legislativo aparece como mais relevante para um percentual maior de respondentes do que com o Executivo: 57,6% e 53,3%, respectivamente. A formulação de políticas públicas é mencionada como prioridade por 41,3% dos líderes de consultorias de RIG e escritórios de advocacia com essa prática. Também em relação ao acompanhamento das pautas em discussão, há uma inversão na comparação com os colegas que atuam em empresas. Para os consultores, o acompanhamento da pauta do Poder Executivo supera a do Legislativo em prioridade, 40,2% e 37%, respectivamente.

A “interlocução com o Poder Legislativo”, também é a prioridade entre os dirigentes e líderes de RIG das entidades setoriais e do terceiro setor, mencionada por 53,5% dos respondentes, seguido pela formulação de políticas públicas, uma prioridade para 50% da base da pesquisa, num patamar ligeiramente acima da ‘interlocução com o Executivo’, com 48,8%.

Quando questionados sobre quais os grandes desafios no dia a dia da sua atividade, as lideranças da área de RIG nas empresas parecem ter um pouco mais de coesão sobre o que é, de fato, desafiador para eles. E, neste caso, para 53,5% o maior desafio é “estabelecer interlocução sólida e transparente com autoridades do Poder Executivo Federal para influenciar temas de interesse da empresa ou do setor no qual ela atua”. A diferença para as outras opções é bem grande aqui. O segundo item, “acompanhar mudanças regulatórias no setor de atuação da empresa”, foi mencionado por 30%, tornando este o segundo desafio mais relevante (foi o quarto no ano passado).

Para as entidades, depois do estabelecimento da interlocução com o Executivo federal, citado por 47,7%, o acompanhamento das pautas legislativas federal (31,4%), estadual (27,9%), e municipal (25,6%) configura o rol de principais desafios, com o acompanhamento das mudanças regulatórias que impactam o setor de atuação da entidade mencionado por 27,9% dos participantes desse segmento na pesquisa do Anuário ORIGEM LATAM 2025.

Da perspectiva das consultorias, vale destacar a necessidade de “estabelecer processos de gestão para a área de RIG” como um grande desafio, apontado por 32,6%.

Para os líderes de RIG nas companhias, as duas principais preocupações apontadas são as mesmas do ano passado: “relações com o poder executivo” e as “pressões da sociedade sobre o poder público para promover mudanças que podem impactar as atividades da empresa”. Entretanto, em ambos os casos, o percentual alcançado neste ano é de cinco pontos percentuais mais baixo do que o obtido em 2024.

As relações com o poder legislativo, reconhecidamente um ator que ganhou centralidade para a ação dos profissionais de RIG nos últimos anos, também viram o percentual de líderes de RIG que tratam dessa relação como uma das grandes preocupações por menos profissionais de empresas na pesquisa deste ano, sendo inclusive suplantada pelas relações com agências reguladoras, citadas por 28,8% dos respondentes.

Em um ano em que a pesquisa aponta para a recomposição dos orçamentos de RIG nas empresas – e que as consultorias apontam para um forte aumento na demanda por serviços de RIG – a preocupação com “limitações de recursos financeiros para conduzir as atividades da área” avançou cerca de dois pontos percentuais, para 23,7%.

Já entre as lideranças de entidades setoriais, as “relações com o Poder Legislativo” preocupam mais, 40,2% dos respondentes deste segmento, do que a “falta de conhecimento da sociedade civil sobre o tema RIG”, pontuada por 36,6% dos profissionais.

No caso das consultorias, chama a atenção o fato de que neste ano a principal preocupação deles, apontada por 39,1% dos respondentes, foi “o impacto da transformação digital e a necessidade da área de RIG entender e se adaptar a essa nova realidade”. Para as lideranças de RIG nessas empresas, essa é uma preocupação bem menos relevante, citada por apenas 21,9% dos respondentes.

Outra particularidade na pesquisa com profissionais de consultorias diz respeito à questão da “falta de profissionais capacitados para compor a equipe de RIG”, uma preocupação para 29,9% dos diretores e sócios de consultorias e escritórios de advocacia com a prática de RIG, mais que o dobro do percentual apontado pelos seus colegas nas empresa, que foi de 14,4%.

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Artigo publicado originalmente no Anuário ORIGEM 2025
As opiniões contidas nesta publicação são de responsabilidade exclusiva dos Autores, não representando necessariamente a opinião da LEC ou de seus sócios.
Imagem: Canva
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