As expectativas para 2026 com base nos cenários de 2025, é a de que a liderança empresarial atinja um ponto de inflexão. Estudos globais, como o Global Risks Report 2025 do World Economic Fórum, mostram que não vivemos apenas uma era de mudanças, mas uma era de policrises. Nesse contexto, a gestão de riscos deixou de ser um “seguro contra perdas” para se tornar o motor da resiliência organizacional. Mas quem são os arquitetos dessa nova cultura? Embora a alta gestão dite o tom, o sucesso real depende de um triatlo fundamental: Riscos, Compliance e Auditoria Interna.
De “Freios” a “Aceleradores”
Historicamente, essas áreas eram vistas como guardiãs do “não”. Hoje, conforme aponta o estudo Risk & Resilience da McKinsey & Company, os líderes de risco mais eficazes assumem o papel de Aceleradores de Negócios.
- Riscos como Visão de Futuro: Mais do que mapear perigos, a área de Riscos fornece a inteligência necessária para que a liderança saiba onde pode acelerar. É a base para a tomada de decisão baseada em dados, e não em intuição.
- Compliance como Selo de Confiança: Em um mundo de exigências com Sustentabilidade e IA generativa, o compliance garante que a inovação não custe a reputação. Ele constrói a “segurança psicológica” mencionada pelo The Culture Factor, permitindo que a equipe crie sem medo de falhas catastróficas.
- Auditoria como Consultoria Estratégica: A auditoria moderna não apenas aponta erros passados; ela antecipa gargalos operacionais e garante que os novos hábitos de liderança estejam sendo, de fato, praticados em todos os níveis.
O Compartilhamento do Conhecimento
O relatório de 2025 da Gartner é enfático: a gestão de riscos não pode ficar isolada em um departamento. O papel das áreas de controle é democratizar esse conhecimento. Elas apoiam a liderança ao transformar a “gestão de riscos” em uma habilidade individual de cada gestor.
Quando Riscos, Compliance e Auditoria trabalham em sinergia com a Diretoria, a organização para de apenas “sobreviver” às crises e passa a utilizá-las para ganhar participação de mercado. A liderança comprometida com riscos não é aquela que evita o perigo, mas a que se prepara tão bem que pode se dar ao luxo de ser audaciosa.
O futuro pertence às empresas que tratam a governança não como uma obrigação, mas como sua maior vantagem competitiva.
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