Nascida da união de duas empresas de referência no mercado de Compliance, a nova companhia aposta em tecnologia integrada e inteligência artificial para transformar a gestão de compliance — e alerta: quem não acompanhar essa virada vai se perder
Há uma cena que Cyro Diehl, cofundador da Be.Aliant, se habituou a ver ao longo de sua longa trajetória profissional. O compliance officer, assoberbado, senta na frente do computador com uma planilha aberta, uma caixa de e-mails cheia e a sensação de que está enxugando gelo. As denúncias chegam, os formulários precisam ser cobrados, os treinamentos precisam ser atribuídos, os terceiros precisam ser investigados — e o dia não tem horas suficientes para dar conta de tudo.
Mas não só. Também faltam cabeças e braços para realizar todo o trabalho operacional, que só faz crescer, e ao mesmo tempo, cuidar de casos complexos, estar próximo do negócio e atuar de forma mais estratégica. Essa é uma realidade contra a qual não adianta brigar. “A tendência do mercado é que o profissional de compliance, cada vez mais, faça mais com menos”, resume Mauricio Fiss, também co-fundador da empresa. É por isso que qualquer discussão sobre eficiência das áreas de compliance corporativo hoje, passa pela adoção de plataformas de tecnologia para apoiar o trabalho das equipes.
Foi esse diagnóstico que motivou a criação da Be.Aliant: se o compliance officer precisa gerir um programa que cobre dezenas de frentes ao mesmo tempo, ele precisa de uma solução que acompanhe essa abrangência, sem obrigá-lo a fragmentar seu trabalho entre sistemas diferentes, planilhas e processos manuais que consomem energia e são pouco efetivos.
A Be.Aliant não surgiu do zero. Ela é resultado da soma de dois nomes bastante reconhecidos e que já ocupavam posição de liderança no mercado de compliance corporativo. De um lado, a Alliant, referência nacional no segmento de canal de denúncias e que tinha Maurício como sócio; do outro, a Be.Compliance, especializada em plataformas de software para gestão de programas de compliance e da qual Cyro foi um dos fundadores, há cerca de dez anos.
Antes da união, Aliant e Be já operavam de forma próxima, uma vez que seus negócios eram complementares.”Nos aproximamos, primeiro, para levar uma solução cada vez mais completa para os clientes. Até que da parceria, entendemos que faria todo o sentido nos unirmos e aí, como uma única empresa, oferecer aos clientes uma solução de gestão de compliance de ponta a ponta”, diz Cyro. Surge assim a Be.Aliant — e com ela, a proposta de servir como um one stop shop para os profissionais de compliance gerirem seus programas por inteiro.
Onze pilares, quatro plataformas
“Nossos softwares foram desenhados para dar conta da gestão de todos os 10 pilares a partir de uma única plataforma”, afirma Cyro. Canal de denúncias, due diligence, gestão de riscos, treinamentos, gestão de políticas — tudo isso dentro de um ecossistema organizado em quatro plataformas distintas.
A primeira é a de compliance corporativo, que cobre todos os pilares básicos da gestão da área. É nessa plataforma que roda uma das funcionalidades mais robustas e demandadas pelos clientes da Be.Aliant, a due diligence de terceiros. Com mais de 1.700 fontes conectadas — nacionais e internacionais, incluindo todos os tribunais de justiça e listas restritivas internacionais e de pessoas sancionadas atualizadas em tempo real —, o sistema gera automaticamente um robusto dossiê de riscos com todos os eventuais apontamentos atuais e antecedentes.
A segunda plataforma é dedicada ao compliance em privacidade e proteção de dados pessoais, que permite adequar os controles da empresa com a LGPD. A Be.Aliant possui uma terceira plataforma, dedicada ao compliance regulatório e desenhada para atender a profissionais de setores com alta densidade normativa, como os mercados financeiro, farmacêutico e de transporte. A quarta plataforma é dedicada aos processos relacionados a certificações ISO e às demais normas de gestão. Inclusive, nessa plataforma é possível rodar os normativos e questões necessários para a obtenção do selo Pró-Ética, concedido pela CGU.
Mais do que ser uma das líderes em soluções de canais de denúncias no Brasil, com mais de 3000 clientes utilizando suas soluções, a Be.Aliant oferece um amplo leque de possibilidades, capaz de endereçar diferentes necessidades de atendimento aos colaboradores e parceiros das empresas. Além da solução do canal de denúncias tradicional, é possível trabalhar com canais dedicados à situações de emergência, que demandam pronta resposta, ou de acolhimento, com apoio de atendimento humanizado.
Outra fortaleza da Be.Aliant são os serviços gerenciados, desde o atendimento ao canal de denúncias 24 horas por dia, sete dias por semana, em múltiplos idiomas; passando pela due diligence de terceiros; até o chamado compliance as a service — quando a companhia assume, efetivamente, o papel de compliance officer do cliente, gerindo o programa de ponta a ponta.
Quem está preparado para o que vem?
Apesar da tecnologia estar disponível e acessível para praticamente todas as empresas, a realidade em relação a sua adoção pelos profissionais de compliance ainda é tímida. O mercado ainda está longe de usar todo o potencial já disponível pelas ferramentas tecnológicas para otimizar e melhorar o seu trabalho.
Para Cyro Diehl, é possível dividir os profissionais de compliance atuais em quatro estágios de maturidade em relação a adoção de tecnologias. O Analógico, que faz tudo manualmente e ainda usa papel; o Informatizado, preso ao “tripé” de planilhas de Excel, apresentações de PowerPoint e caixa de e-mail; e o Automatizado, que usa plataformas como as da Be.Aliant para automatizar políticas, treinamentos, cobranças e otimizar processos como disparar políticas e coletar assinaturas eletrônicas automaticamente.
Cada um desses grupos, na visão de Cyro, soma algo entre 20% e 30% dos profissionais. E existe ainda um grupo de vanguarda, que representa menos de 10% dos profissionais, a turma do Compliance 5.0, que representa a vanguarda do mercado e já utiliza Inteligência Artificial (IA) para atuar em uma “sociedade super inteligente”, onde os funcionários usam a IA intensivamente – inclusive para responder aos questionários de integridade – e onde agentes de IA executam cada vez mais funções dentro das empresas. É um cenário no qual o compliance officer, indubitavelmente, precisará de ferramentas igualmente sofisticadas para acompanhar a evolução do ambiente no qual atua.
A inteligência artificial está presente em todos os módulos. A IA indexa os documentos e políticas da empresa para responder às dúvidas dos colaboradores, para não sobrecarregar a área de compliance com perguntas rotineiras. “Um dos nossos clientes recebia em torno de cem questionamentos por mês. Fizemos um cálculo e mostramos que ele economizava 40 horas por mês com a nossa plataforma com IA, só por não precisar mais responder esses questionamentos mais básicos, que passaram a ser perfeitamente endereçadas pela ferramenta, que ‘lê’ todos os documentos de referência da empresa”, relata Maurício.
A IA nativa também é aplicada às due diligences — que analisa os riscos de fornecedores e dá recomendações sobre a contratação — e ao canal de denúncias, que resume os relatos recebidos, sugere classificação e recomenda próximos passos com base no histórico de investigações anteriores. “A IA é essencial para apoiar o compliance officer que está sem equipe, sem orçamento e com muita coisa para fazer”, lembra Maurício.
Mas ao mesmo tempo em que é uma tecnologia incontornável, a IA traz riscos que não podem ser ignorados. Para Cyro, são três os problemas principais: “Ela é fofoqueira — corre o risco de contar para os outros o que você compartilhou. Ela é mentirosa — às vezes inventa a resposta. E a terceira é que o algoritmo às vezes ‘alopra’ ou ‘alucina’. Você pergunta sobre A e ela responde sobre B e não se sabe muito ao certo porque que isso acontece”.
A IA que roda nos sistemas da Be.Aliant é proprietária e fechada, operando fora de redes públicas. Além disso, a IA generativa trabalha com fontes controladas: o sistema é instruído a buscar respostas apenas nos documentos definidos pelo cliente. Inclusive, a ferramenta é treinada pelas equipes da Be.Aliant para responder que não tem determinada informação quando ela não encontrar a resposta nesses documentos. “É uma baita ferramenta, não vamos nem discutir. Inserimos a IA em todos os processos, mas é sempre com parcimônia”, reforça Cyro.
Entre as muitas camadas de cuidados relacionadas ao uso da IA nas plataformas da Be.Aliant, é a área de qualidade que verifica a aderência que a ferramenta teve nas respostas em relação ao esperado. Outra premissa básica é a de que cada cliente é um banco de dados, e isso implica, como lembra Mauricio Fiss, treinar a IA para cada um desses clientes de forma independente, apenas com os dados do próprio cliente e os seus feedbacks e interações. Claro, que na medida em que as equipes da Be.Aliant vão acumulando conhecimento e expertise sobre o que funciona melhor e o que não funciona tão bem, isso é aplicado na atualização das plataformas
Automatizar para pensar e não perder tempo
Um dos pontos centrais da proposta da Be.Aliant é a automação da jornada de conformidade — a ideia de que o compliance officer possa, em uma semana de trabalho, programar todo o calendário de conformidade da empresa para o ano e, a partir daí, focar no trabalho estratégico. “As atividades de rotina estão automatizadas. Esse é o pulo do gato, você aperta o botão e a plataforma faz o trabalho para o Compliance Officer se dedicar ao que é mais importante”, explica Mauricio Fiss.
Além de permitir o “onboarding” dos funcionários à designação de políticas e treinamentos desde o primeiro dia do colaborador na companhia, eliminar cobranças manuais e garantir trilhas de evidência, as plataformas da Be.Aliant agregam até funcionalidades como gamificação e rankings públicos para engajar os funcionários nos ciclos de conformidade, pensando sempre em facilitar a experiência do usuário, seja o compliance officer, seja o colaborador.
Há outro nó que atormenta a vida de muitos compliance officers e que as plataformas de gestão de compliance da Be.Aliant se propõe a desfazer: o tempo gasto para preparar apresentações sobre as investigações para a liderança.
Hoje, de acordo com dados apurados pela Be.Aliant, profissionais de compliance dedicam, em média, de dois a três dias para preparar os materiais que vão ao comitê de auditoria ou à diretoria — dashboards, gráficos, narrativas sobre o estado do programa. “Em vez de gastar dois ou três dias, basta apertar um botão para a ferramenta gerar todo o storytelling de como está a sua área, o que está dependente, tudo mais. No formato PowerPoint, com animação, com os números, com os gráficos — de forma imediata”, antecipa Mauricio.
Seja por vontade própria ou por imposição da realidade (que pode ser traduzido também como ‘pelo amor ou pelo dor’, para ficar numa linguagem bastante conhecida dos compliance officers), a digitalização das áreas de compliance é um caminho sem volta, mas que considerando o tamanho do mercado brasileiro, ainda tem uma longa jornada até atingir patamares mais condizentes com a realidade do Brasil e da América Latina. “Se a maior plataforma de gestão de compliance da América Latina tem 3000 clientes, e só o Brasil tem praticamente 500 mil médias empresas, o número é super pequeno”, reconhece Cyro. Mas a automação da área é uma questão de sobrevivência para os próprios profissionais. Sem tecnologia, o compliance officer corre o risco de ser soterrado pelas inúmeras tarefas do dia a dia, perdendo a chance de atuar como um agente estratégico e a oportunidade de demonstrar o seu real valor para a companhia.
O perfil “tecnológico” dos profissionais de compliance no Brasil, de acordo com Cyro Diehl, da Be.Aliant:
- O Analógico (20% a 30% do mercado): O profissional que faz tudo manualmente, gerenciando o programa à base de e-mails físicos e controles no papel.
- O Informatizado (Aprox. 25%): Aquele que utiliza o computador, mas está preso ao “tripé” de planilhas de Excel, apresentações de PowerPoint e caixa de e-mail.
- O Automatizado (Aprox. 30%): Profissionais que já adotaram plataformas para otimizar processos, como disparar políticas e coletar assinaturas eletrônicas automaticamente.
- O Compliance 5.0 (Menos de 10%): A vanguarda do mercado, que utiliza Inteligência Artificial para atuar em uma “sociedade super inteligente”, onde os próprios funcionários usam IA para burlar questionários de integridade.
As quatro plataformas da Be.Aliant permitem aos profissionais de compliance gerirem o dia a dia da área de ponta a ponta de forma integrada e simplificada.
- Compliance Corporativo: Focado em integridade, englobando gestão de canais, políticas e due diligence com buscas em mais de 1.700 fontes nacionais e internacionais.
- Compliance em Privacidade: Ferramental completo para adequação e gestão contínua da LGPD.
- Compliance Regulatório: Voltado para indústrias altamente reguladas. O sistema monitora diariamente normativas de órgãos como ANVISA, CVM, BACEN e SUSEP, gerando planos de ação automatizados.
- Compliance para Certificações: Gestão automatizada para certificações ISO (como 27001 e 31000), além de normativos tabulados para o selo Pró-Ética.
Conteúdo oferecido por:
![]()
Site: https://www.aliant.com.br/
Redes sociais: Instagram / LinkedIn


