Os números de 2025 apontados pela liderança de RIG nas empresas surgem melhores do que os dos dois últimos anos
Após alguns anos de estabilidade, as lideranças das áreas de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) nas empresas no Brasil apontam para uma recomposição de seus orçamentos, que aparecem em patamares consideravelmente maiores em 2025 do que nos dois anos anteriores.
O percentual de empresas cujos líderes têm apenas até R$ 999 mil de budget para a área, após atingirem um pico de 45,1% em 2023 caiu de forma consistente em 2024 e agora, neste ano, para 32,7%. Em sentido contrário, todas as outras faixas de orçamento anual pesquisadas apontaram aumento na representatividade dentro da pesquisa. Os que dizem trabalhar com entre R$ 1 milhão e R$ 4,9 milhões anuais, somam 41,3% da base (5,2 pontos percentuais acima da medição de 2024). Orçamentos entre R$ 5 milhões e R$ 9,9 milhões e acima dos R$ 10 milhões, subiram com menos intensidade, para 12,7% e 13,3% da base pesquisada.
Nas empresas com receita superior a R$ 1 bilhão ao ano (84,4% da base de respondentes), o movimento foi na mesma direção, com queda mais acentuada entre aqueles que dizem ter no máximo R$ 999 mil para trabalhar a cada ano, que caíram de 35,3% em 2024 para 26,4% neste ano; e ganho igualmente mais acentuado, entre as lideranças de RIG com entre R$ 1 milhão e R$ 4,9 milhões por ano, que saltou de 35,3% para 43,6% em 2025.
Na comparação com os orçamentos do ano anterior, 27,5% dos profissionais disseram que os números deste ano estão acima (2 pontos percentuais a mais do que no ano anterior), enquanto 57,1% apontam estabilidade (4,2 pontos percentuais a menos do que em 2024).
Em relação às contratações de novos profissionais para os seus quadros, a liderança de RIG nas empresas sinaliza uma situação de maior estabilidade, até porque observou-se uma queda no percentual de respondentes que operam empresas com 5 ou mais profissionais em relação ao ano passado (como o leitor já deve ter visto na reportagem que abre esta edição). Neste ano, 38,5% dos respondentes disseram ter ampliado suas equipes ante os 39,1% de profissionais que afirmam o mesmo no ano passado. Já os casos de contratação de profissionais de nível gerencial ou superior para ampliar a equipe apresentou a mesma variação, de 0,6 ponto percentual em relação ao ano passado, mas em sentido positivo.
No caso dos profissionais de RIG e dirigentes de entidades setoriais que responderam à pesquisa do ORIGEM em 2025, o quadro orçamentário, na comparação com 2024, não difere muito do que se vê nas empresas. Para 31,5% deles, o orçamento deste ano está acima do de 2024, e para 54,8% está estável. Mais da metade das entidades que participaram da pesquisa dizem operar com até R$ 999 mil de orçamento anual para as atividades de RIG.
Em relação às novas contratações, cerca de um terço dos respondentes diz ter ampliado a equipe com novos profissionais, mas apenas 10,8% preencheram a nova posição com profissionais de nível gerencial ou superior.


